Navegando entre línguas

"Os limites da minha língua são os limites do meu mundo"


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Feliz dia do livro! Dia de Shakespeare e de Cervantes

Hoje se comemora em todo o mundo o dia do livro. A escolha da data não é aleatória. Nesse dia, há exatos 400 anos, faleciam Shakespeare e Cervantes. Contemporâneos sem nunca se conhecer, esses autores marcaram a história da literatura mundial e continuam sendo muito atuais. 
Hoje estão acontecendo celebrações em homenagem aos autores em todo o mundo. Se você também quiser participar de forma virtual, seguem duas dicas bem bacanas para saber mais sobre esses autores e, de quebra, praticar inglês e espanhol.

BBC Shakespeare Speaks 

http://www.bbc.co.uk/learningenglish/english/course/shakespeare

A BBC elaborou um curso de inglês sobre a vida e a linguagem usada pelo autor. Os podcasts são maravilhosos e mostram como algumas expressões publicadas por Shakespeare são usadas até hoje em dia.

400 Cervantes 

http://400cervantes.es/

Um gráfico interativo mostra os fatos mais marcantes da vida de Cervantes e os lugares por onde ele passou. No site também é possível ler todos os livros do autor gratuitamente e conhecer a programação de comemoração dessa data mundo afora.

Para terminar, deixo uma frase bem quixotesca: 

“Não há livro tão mau que não tenha algo de bom” 

(Dom Quixote, Miguel de Cervantes)


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Estudar francês com Le point du FLE

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O que é: Um portal para aprender e ensinar a língua francesa. Foi projetado para ajudar na aprendizagem individual ou como recurso para o ensino com um professor.
O que você vai encontrar lá: O site coleta aulas de francês de diversos sites e organiza por tópico. Também publica os próprios conteúdos, mas são minoria. Se quiser ter uma ideia de todos os recursos disponíveis antes de começar, clique em Plan du site. A quantidade de material é imensa! Apesar do foco maior gramática, existe material para aprender com músicas, filmes, história etc.
Sugestão de uso:
O site não dá um percurso para a aprendizagem, ou seja, não existe uma condução pedagógica que mostre por onde você deve navegar para aprender o que precisa. Se vai estudar francês sozinho, recomendo começar entrando em Évaluation e fazer um teste de nível. Em Testez votre niveau de français, existem 9 testes de proficiência diferentes. Escolha algum deles e dedique um tempo para realizar o teste, mesmo que você nunca tenha estudado a língua. Você irá descobrir que consegue identificar vários cognatos, já que o francês e o português são originários da mesma língua, o latim. Se já tem conhecimento na língua, terá um diagnóstico mais preciso do quanto sabe e do quanto precisa desenvolver.
Na realização do teste, seja sincero com você mesmo e não cole! A partir dos resultados, você terá uma ideia de por onde começar.
Não sabe nadinha de nada de francês? Então, comece pelo começo: o alfabeto é um bom ponto de partida. Acesse o tópico Orthographe.
Se já sabe um pouco e quer melhorar, sugiro dois caminhos:
Caminho 1: focar na sua maior dificuldade. Eu confundo bastante os tempos verbais (e quem não confunde!?), então, meu foco principal é esse, dedico um tempo maior para estudar e fazer exercícios de conjugação verbal.
Caminho 2: fazer um rodízio entre diferentes categorias. Sugiro que você passe, pelo menos, por essas categorias: gramática, recursos gerais (são tópicos culturais), compreensão escrita, expressão escrita.
Voilà! Bons études!


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Não espere que o seu esforço seja reconhecido

mountain-climbing-802099_1920Dificilmente uma pessoa reconhece o esforço que outra pessoa faz para se superar e para contribuir com a sua comunidade. Essa é a minha percepção. Algo pessimista, talvez. Mas comece a fazer algo diferente e você vai ver: nem todas as pessoas vão te apoiar, algumas vão até desconfiar de você. Já escutei esse tipo de comentário mais de uma vez: “além de tudo o que faz no dia a dia, você ainda tem um blog? Isso toma muito tempo…” Fazendo uma breve e superficial análise do discurso dá pra perceber que a pessoa não acredita que você dê conta de fazer tudo bem feito e – característica comum de se ver por aí – desconfia que tem alguma coisa errada com você.
Ainda fico incomodada quando escuto esse tipo de comentário porque isso mostra um lado triste da nossa personalidade: não somos capazes de reconhecer o esforço de outra pessoa (afinal, é muito mais fácil ter essa postura do que refletir sobre porque eu mesmo não me esforço para ir além também).
Esse post-desabafo vem em solidariedade a você, que decidiu estudar uma língua estrangeira sozinho e pela internet, baita desafio! Você irá encontrar obstáculos nessa jornada e pode ser que, ainda por cima, escute comentários como esse pelo caminho… Não desanime, você está indo pelo caminho certo! Está buscando se superar e ir além da sua zona de conforto. Coragem e siga adiante!
Pode ser ingenuidade da minha parte, mas cada vez que dedico um tempo dos meus corridos fins de semana para escrever um post, acredito que as informações que eu trago irão, de alguma forma, ajudar alguém que quer aprender uma língua e não sabe como se virar. Esse trabalho singelo é a minha forma de contribuir para educação e eu o faço com o meu coração.
Se essa mensagem mexeu com você, deixe um comentário no blog!


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Quinquilharia linguística

Esse post é dedicado ao meu pai e à massa de calafetar.
Meu pai estudou muito nessa vida e tem um vocabulário vasto. Como você já aprendeu aqui no blog, se não usamos uma palavra, a tendência é esquecê-la. Ele não esquece, porque continua usando o seu amplo vocabulário. E de vez enquando aparecem umas pérolas:
– Pai, a janela tá fazendo muito barulho, acho que tem uma brecha nela.
– Tranquilo, vamos resolver isso com a massa de calafetar.
– Heim???
Essa expressão é meio técnica e tem gente, como ele, que usa até hoje. Mesmo assim, a partir desse dia, eu comecei a colecionar as quinquilharias linguísticas do meu pai:
Almotolia, desmanivado e por aí afora.
Cheguei a criar um grupo no facebook para compartilhamento de quinquilharias alheias (Sim, eu tinha mais o que fazer, por isso deixei o grupo de lado!) e surgiram coisas como mequetrefe, enfarruscada e cinesíforo.
Mas tem gente que leva o assunto a sério, como o Alberto Villas, que publicou o Pequeno dicionário brasileiro da língua morta: Palavras de sumiram do mapa (Ed. Globo, 2012). Indo na linha do “conhece a ti mesmo“, nada melhor do que aprender sobre de onde viemos – e para onde vamos, afinal, quem sabe qual será a próxima quinquilharia?
Então, não seja mequetrefe e respeite as palavras idosas, aprenda com elas. Afinal, papirar é supimpa!
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Pense em uma língua estrangeira para tomar decisões melhores

Porque dominar uma língua estrangeira ajuda a tomar decisões melhores?
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Segundo matéria do site Aprendemas, um estudo da Chicago University indicou que as pessoas tomam decisões mais racionais quando estão pensando em língua estrangeira. Quem está em uma situação de imersão, acabam naturalmente pensando – e algumas vezes até sonhando – na língua estrangeira que o cerca.
Imagine, por exemplo, que você trabalha em uma multinacional japonesa e usa o japonês para se comunicar com a sede da empresa, para escrever relatórios, para fazer reuniões de trabalho com os seus colegas. Quanto maior for o seu conhecimento em japonês e quanto mais você usar a língua, inevitavelmente, você irá pensar nessa língua.
E porque isso faz com que uma pessoa tome decisões melhores?
Bem, a língua não é um mero instrumento de comunicação. Associamos as palavras a coisas do mundo ao nosso redor: objetos, acontecimentos, sentimentos.
Segundo o estudo da Chicago University, o fato de se pensar na língua estrangeira, provoca um mecanismo de distanciamento em relação ao problema, movendo o pensamento de um modo intuitivo, para um modo mais racional.
O que isso quer dizer?
A nossa língua materna é carregada das emoções que experimentamos ao longo da vida. Uma pessoa que teve uma infância com muita privação econômica, por exemplo, pode relacionar as palavras “dinheiro”, “dívida”, “empréstimo”, “salário” a sentimentos de angústia e tristeza. No entanto, quando falar e pensar sobre finanças em outra língua, essa carga emocional é mais branda e a pessoa tem a oportunidade de se relacionar com o assunto de uma maneira mais imparcial, assoc
iando novas emoções a essas palavras.
Como posso aplicar isso na minha vida?
Faça um teste com a língua que você está aprendendo. Eu sempre achei divertido pensar em outras línguas! Imagine que você está contando para um amigo como foi o seu dia. Pode parecer fácil, mas quanto mais complexa for a situação, maior será o desafio: pensar em como resolver um problema do trabalho ou como conversar com uma pessoa que você tem um relacionamento difícil, pode trazer novas perspectivas para a situação e, certamente, irá melhorar o seu conhecimento na língua!

 

Curtiu o post? Compartilhe e dê a outras pessoas a oportunidade de aprender também!


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Crise = oportunidade


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O que há de novo por aí

Estou retomando as publicações no blog! Apesar de ainda estar bem focada na pesquisa, não pude esperar para compartilhar com vocês o que tenho visto de novo sobre aprendizagem de línguas na rede.
Hoje queria comentar sobre uma iniciativa que não foi desenvolvida para ensinar línguas, mas que pode ser bem útil para esse fim: Spotify.
Em poucas palavras, é um site para escutar músicas por streaming. É gratuito, mas fazendo a assinatura, você pode baixar músicas para escutar offline. Eu gosto da enorme diversidade de músicas disponíveis, de diversas partes do mundo, em várias línguas. Isso em si já ajuda muito a ter contato com as línguas que estou estudando.
Há pouco tempo descobri pelo meu irmão um recurso super legal: o Spotify tem alguns canais de aprendizado de língua.
Para encontrá-los, clique na caixa de busca e escreva “learn” e o nome da língua, como “learn english” ou “learn italian”. Os áudios costumam trazer lições bem iniciais, ótimo para quem está querendo ter aquelas primeiras noções na nova língua.
Todos os canais que encontrei estão em inglês e imagino que essa iniciativa começou há pouco tempo (fica a dica para quem produz conteúdo para ensinar línguas online).
Experimentou o spotify? Que tal a experiência? Conta pra gente!
Abraços e até a próxima!
Spotify